domingo, 17 de junho de 2012

Deu vontade de escrever..


"É a primeira dor de amor. após ter passado por uma depressão que me fez
“perder” 17kg. lembro como se ainda fosse hoje, todos me admiravam,
diziam que eu estava linda. eram tantos elogios que parecia que quase
não acreditavam no que viam – eu literalmente morrendo pouco a pouco. já
havia sofrido antes a ponto de comer menos, mas desta vez, parece que
foi muito pior. acho que pior do que passar fome é você ter alimento mas
não sentir vontade de comê-los. não sentir o gosto de nada. da vida.
nada te impressiona mais neste mundo. tudo parece normal. tudo fica
insuportável. e ainda teve uma colega da faculdade – onde me formei há
quase 5 anos – que me enviou um e-mail me dando os parabéns, que eu
estava belíssima, que um dia ela ainda chegaria lá. que ridículo essa
vida de ilusões. pura ilusão. eu até poderia estar "linda" por fora,
magrinha, com curvas e tudo mais. porém minha alma estava doente.
comecei a me estranhar nas imagens. eu enxergava minha doença. meu
sorriso quase sincero. ou nada sincero. forçado não diria. eu tentava
ficar bem. orava muito. cheguei ao ponto de pedir a Deus que não
desistira de mim. eu queria enfrentar esse inferno todo. tudo pra chegar
mais perto do céu. mas meu medo de morrer era terrível. eu não sentia
fome. não comia. me esforçava. comecei a dormir praticamente o dia todo.
não tinha energias pra nada. muito sensitiva, eu conseguia notar as
forças inferiores tentando ou até mesmo porque não dizer, sugando-me.
agora entendo por experiência própria aquela frase do comercial da
sprite, onde dizia “imagem não é nada, sede é tudo”. mais ridículo ainda
foi a minha resposta. tipo: “ah, imagina, andei fazendo muitas
caminhadas por aqui em sp, é a correria. de certa forma, aquela
informação tinha um pingo de verdade. eu havia me mudado pra capital em
busca de me realizar profissionalmente. e vi que nada é tão fácil. você
pode ter tudo, mas aqui você não é nada,se você é um nada. com faculdade
nas costas e sem emprego na área, me vi como um nada. e o amor não
correspondido. e a solidão. e a distância da familia. e.e.e. mas até aí
vai mais algumas linhas. quero falar do amor. não. perdi a vontade. a
sede de Vida é maior. e hoje é muito mais desse amor que eu quero falar.
porque cair você vai cair muitas vezes, mas a cada levantar suas mãos
vão ficando cada vez menos perto do chão. pra não dizer mais longe. mais
longe sim, mas deste mundo cruel. mais longe eu quero estar quando
minhas mãos o céu venha a tocar. muito mais longe."

Deu vontade de escrever..

"É a primeira dor de amor. após ter passado por uma depressão que me fez “perder” 17kg. lembro como se ainda fosse hoje, todos me admiravam, diziam que eu estava linda. eram tantos elogios que parecia que quase não acreditavam no que viam – eu literalmente morrendo pouco a pouco. já havia sofrido antes a ponto de comer menos, mas desta vez, parece que foi muito pior. acho que pior do que passar fome é você ter alimento mas não sentir vontade de comê-los. não sentir o gosto de nada. da vida. nada te impressiona mais neste mundo. tudo parece normal. tudo fica insuportável. e ainda teve uma colega da faculdade – onde me formei há quase 5 anos – que me enviou um e-mail me dando os parabéns, que eu estava belíssima, que um dia ela ainda chegaria lá. que ridículo essa vida de ilusões. pura ilusão. eu até poderia estar "linda" por fora, magrinha, com curvas e tudo mais. porém minha alma estava doente. comecei a me estranhar nas imagens. eu enxergava minha doença. meu sorriso quase sincero. ou nada sincero. forçado não diria. eu tentava ficar bem. orava muito. cheguei ao ponto de pedir a Deus que não desistira de mim. eu queria enfrentar esse inferno todo. tudo pra chegar mais perto do céu. mas meu medo de morrer era terrível. eu não sentia fome. não comia. me esforçava. comecei a dormir praticamente o dia todo. não tinha energias pra nada. muito sensitiva, eu conseguia notar as forças inferiores tentando ou até mesmo porque não dizer, sugando-me. agora entendo por experiência própria aquela frase do comercial da sprite, onde dizia “imagem não é nada, sede é tudo”. mais ridículo ainda foi a minha resposta. tipo: “ah, imagina, andei fazendo muitas caminhadas por aqui em sp, é a correria. de certa forma, aquela informação tinha um pingo de verdade. eu havia me mudado pra capital em busca de me realizar profissionalmente. e vi que nada é tão fácil. você pode ter tudo, mas aqui você não é nada,se você é um nada. com faculdade nas costas e sem emprego na área, me vi como um nada. e o amor não correspondido. e a solidão. e a distância da familia. e.e.e. mas até aí vai mais algumas linhas. quero falar do amor. não. perdi a vontade. a sede de Vida é maior. e hoje é muito mais desse amor que eu quero falar. porque cair você vai cair muitas vezes, mas a cada levantar suas mãos vão ficando cada vez menos perto do chão. pra não dizer mais longe. mais longe sim, mas deste mundo cruel. mais longe eu quero estar quando minhas mãos o céu venha a tocar. muito mais longe."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sentir

"em meu peito carregava mágoas
que um dia me permiti sentir
em forma de lágrimas pude exterminá-las
agora a saudade apenas do fato de poder
sentir..sentir.."

Sentir

"em meu peito carregava mágoas
que um dia me permiti sentir
em forma de lágrimas pude exterminá-las
agora a saudade apenas do fato de poder
sentir..sentir.."

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pra Ti


"quando mais precisei

foi Contigo que desabafei

quando não tinha a quem recorrer

foi pra Ti que eu queria correr

sufocada, estava perto de ver o fim

desanimada, parecia outra pessoa dentro de mim

desiludida mas pedia para não desistir, enfim (de mim).

hoje me sinto forte

já não penso mais na morte

tudo ao redor tem vida

pude voltar mas jamais esquecerei a ida"